Vazamento de dados da C&M Software expõe 392 GB no Pix
Vazamento de dados da C&M Software colocou em circulação 392 GB de informações confidenciais na Dark Web, divulgadas em 28 de dezembro pelo grupo hacker Dragonforce, após expirado o prazo de seis dias dado para pagamento de resgate.
Origem do incidente e escala financeira
A C&M Software, responsável por soluções tecnológicas ligadas ao Pix, confirmou que o material se relaciona à invasão ocorrida em junho. Na época, criminosos compraram credenciais de um prestador de serviços terceirizado e invadiram os sistemas internos, coordenando desvios que podem ultrapassar R$ 1 bilhão — montante que, segundo a empresa, está parcialmente bloqueado ou recuperado pela Polícia Federal.
Conteúdo divulgado e riscos potenciais
Especialistas em segurança que analisaram o pacote afirmam que ele inclui apresentações corporativas, planilhas financeiras, atas de reunião e configurações de VPN, além de outros documentos internos. Ainda que a autenticidade total não tenha sido verificada, indícios apontam para arquivos legítimos, o que eleva a ameaça de golpes de phishing, engenharia social e espionagem corporativa, dada a facilidade de navegação oferecida pelo indexador criado pelos hackers.
Posicionamento da empresa
Em nota, a C&M Software declarou não haver evidência de nova violação. A companhia informa que, após o incidente de 30 de junho, reforçou políticas de segurança, implantou resoluções do Banco Central e mantém monitoramento constante dos ambientes.
LGPD e boas práticas de segurança
Especialistas lembram que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige a adoção de medidas técnicas e administrativas adequadas. No caso da C&M, a falha inicial na gestão de credenciais demonstra a importância de treinamento contínuo dos colaboradores, primeiro passo previsto pela legislação para prevenir vazamentos.
Usuários e empresas são orientados a:
- ativar autenticação em dois fatores em todos os serviços;
- revisar senhas e evitar repetições;
- monitorar transações financeiras no Pix;
- desconfiar de e-mails inesperados pedindo dados.
O caso reforça que vazamentos de grandes proporções podem ocorrer mesmo em ambientes regulados e destaca a urgência de investimentos em cibersegurança para proteger dados sensíveis.
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