Acordo fiscal do Corinthians reduz dívida com PGFN

Acordo fiscal do corinthians reduz dívida com pgfn

Acordo fiscal do Corinthians reduz dívida com PGFN

Acordo fiscal do Corinthians reduz dívida com PGFN em cerca de R$ 521 milhões após negociação que regulariza um passivo de R$ 1,2 bilhão acumulado em quase 20 anos junto à União.

Desconto de 46,6% sobre juros e multas

Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), o clube paulista pagará R$ 679 milhões em dinheiro, valor apurado após a aplicação de abatimento de 46,6% sobre encargos legais. Embora expressivo, o percentual fica abaixo do limite de 70% previsto na legislação para débitos classificados como de difícil recuperação.

Condições de pagamento diferenciadas

O acordo engloba dívidas não previdenciárias, previdenciárias e valores de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

No caso do FGTS, o Corinthians optou pela modalidade administrada pela Caixa Econômica Federal, obtendo redução superior a 30% e parcelamento em 60 prestações. Já os créditos de contribuição social previstos na Lei Complementar nº 110/2001 serão quitados à vista, com desconto de 70%.

Receitas e imóveis como garantias

Para assegurar a transação, o clube indicou receitas futuras da loteria Timemania, conforme o artigo 7º-A da Lei nº 11.345/2006, além de parcelas vencidas desse repasse. Também integrou o pacote de garantias o Parque São Jorge Clube Esportivo, avaliado em R$ 602,2 milhões.

Monitoramento e impactos contábeis

Entre as cláusulas, destaca-se a manutenção da regularidade fiscal corrente. Caso descumpra obrigações futuras, o clube poderá perder todos os benefícios, reconstituindo-se a dívida original com novos acréscimos. A PGFN fará acompanhamento permanente do acordo.

Especialistas apontam que transações dessa magnitude exigem revisão das provisões contábeis, reavaliação de contingências e planejamento de fluxo de caixa compatível com o parcelamento de longo prazo, evitando risco de inadimplência e rescisão.

Com o acerto, o Corinthians passa a integrar o grupo de entidades esportivas que recorreram à transação tributária para equalizar dívidas com a União, ao lado de Bahia, Vasco, Botafogo, Fluminense e Flamengo.

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