Economia brasileira 2026: projeção de alta de 2,5% anima mercado
Economia brasileira 2026 deve crescer acima das previsões de mercado, alcançando 2,5% do PIB, segundo estimativa da consultoria Siegen apresentada pela economista Jucélia Lisboa durante o evento Café e Debate In Company.
Estimativa interna supera consenso
O boletim Focus do Banco Central aponta, hoje, expansão de 1,80% para o Produto Interno Bruto em 2026. A Siegen, porém, projeta avanço de 2,5%. Lisboa lembrou que, em 2025, o mercado também começou o ano cauteloso e revisou as previsões ao longo dos meses até se aproximar de 2,25%.
Consumo, inflação e juros devem impulsionar atividade
Para a consultoria, três fatores explicam o tom mais otimista: calendário eleitoral, que tradicionalmente estimula gastos públicos e privados; perspectiva de inflação mais controlada; e tendência de queda da taxa básica de juros. Esse tripé deve aumentar a circulação de renda, ampliar crédito e sustentar a demanda interna.
Risco fiscal continua no radar
Apesar do cenário favorável, a trajetória da dívida pública permanece a maior preocupação. “O governo gasta mais do que arrecada. O ponto de atenção em 2026 não é o crescimento, mas a dinâmica da dívida”, alertou Lisboa, mencionando déficit primário e avanço do endividamento como possíveis freios à recuperação.
Ambiente empresarial ainda sente os juros altos
Alexandre Temerloglou, sócio-diretor especializado em reestruturação na Siegen, destacou que o número de pedidos de recuperação judicial deve seguir em alta no curto prazo, reflexo de anos de crédito restrito e Selic elevada. Segundo ele, os benefícios de um cenário macroeconômico mais benigno chegam às empresas com defasagem, mas a esperada queda consistente dos juros pode reduzir esses pedidos “nos próximos meses”.
Para Temerloglou, muitas companhias que entraram em recuperação estão em processo de reestruturação e podem voltar a operar normalmente caso o custo do capital caia. “O movimento de inflexão pode ocorrer até o fim do ano, desde que a Selic continue recuando”, completou.
Em resumo, a combinação de consumo aquecido, inflação sob controle e cortes de juros sustenta projeção de 2,5% para o PIB em 2026, mas o desequilíbrio fiscal segue como principal risco para a economia brasileira 2026.
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