A Casa Branca publicou, na noite de quinta-feira (30), uma tabela atualizada de tarifas recíprocas que passam a valer a partir desta sexta-feira (1º). O documento lista 69 países e confirma a alíquota de 10% para produtos brasileiros, nível já anunciado em 2 de abril. O Brasil aparece no Anexo I, que reúne nações que acertaram ou estão prestes a concluir acordos comerciais e de segurança com os Estados Unidos.
Brasil segue na lista de parceiros em negociação
Segundo a ordem executiva, países incluídos no Anexo I permanecerão sujeitos às tarifas adicionais até a conclusão dos acordos. Quando esses entendimentos forem firmados, novas ordens deverão registrar as condições negociadas. Embora a tabela mantenha 10% para o Brasil, decreto assinado na quarta-feira (30) pelo presidente norte-americano Donald Trump confirmou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. O texto, porém, estabeleceu centenas de exceções e adiou a cobrança para 6 de agosto.
Mudanças em outras economias
Alguns parceiros tiveram reduções em relação à lista de abril. O Vietnã passou de 46% para 20% após firmar acordo com Washington, e Taiwan caiu de 32% para 20%. A maior taxa agora é a da Síria, fixada em 41%. Caso o percentual de 50% ao Brasil entre em vigor, o país se tornará o principal alvo do tarifaço entre os parceiros listados.
Aplicação e exceções
O decreto determina que mercadorias de países não listados pagarão uma tarifa adicional de 10%. As novas alíquotas valem para bens “entrados para consumo” a partir de 0h01 (horário local) sete dias após a data da assinatura, salvo indicações contrárias.
Abaixo, alguns valores destacados na tabela:
– Síria: 41%
– Índia: 25%
– União Europeia: 15%
– Reino Unido: 10%
– Vietnã: 20%
– Taiwan: 20%
– Brasil: 10%
Com a atualização, Washington reforça a estratégia de usar tarifas como instrumento de pressão comercial, mantendo espaço para rever taxas à medida que avança nas negociações bilaterais.
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