Golpes com domínios falsos do governo geram alerta
Golpes com domínios falsos do governo vêm se multiplicando na internet, segundo alerta do Centro de Prevenção, Tratamento e Resposta a Incidentes Cibernéticos de Governo (CTIR Gov). Criminosos registram endereços em extensões pouco usuais, como .sbs e .app, e copiam a identidade visual de órgãos oficiais para induzir usuários a entregar dados sensíveis.
Como os golpistas atuam
As páginas fraudulentas simulam notificações de atualização cadastral, bloqueio de acesso ou regularização de tributos. O layout replica cores, logotipos e linguagem formal de portais governamentais, criando sensação de legitimidade. Para reforçar a pressão, as mensagens apelam ao senso de urgência, pedindo que o destinatário clique rapidamente no link e informe credenciais.
Riscos para empresas e profissionais contábeis
Embora o comunicado seja direcionado à administração pública, o impacto atinge diretamente escritórios de contabilidade, departamentos fiscais e áreas administrativas que lidam diariamente com e-mails sobre obrigações acessórias. Um único clique pode comprometer sistemas internos, expor dados de clientes e gerar prejuízos financeiros, além de violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Táticas que dificultam o bloqueio
O CTIR Gov destaca a alta rotatividade dos domínios: sites falsos permanecem no ar por pouco tempo e logo são substituídos por novos endereços de nomes genéricos. A estratégia contorna listas de bloqueio baseadas apenas em URL conhecida, exigindo abordagens que combinem análise de comportamento suspeito e educação contínua dos usuários.
Recomendações de segurança
Entre as medidas sugeridas pelo órgão estão:
• Monitoramento de acessos a domínios recém-criados;
• Reforço dos filtros de e-mail para detectar links duvidosos;
• Adoção de autenticação multifator em sistemas críticos;
• Verificação manual do endereço completo antes de clicar em qualquer link;
• Orientação de que órgãos oficiais não utilizam extensões .sbs ou .app para comunicações.
Se houver suspeita de fraude, o usuário deve bloquear o acesso, preservar evidências e redefinir senhas. Na esfera pública, o incidente deve ser comunicado ao CTIR Gov; no setor privado, TI, compliance e gestão de riscos devem atuar em conjunto para conter danos.
Os ataques de phishing evoluem ao explorar falhas de comportamento, não apenas técnicas. Manter processos de verificação e treinar equipes são passos fundamentais para proteger informações institucionais.
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