Grandes bancos dos EUA avaliam emitir stablecoin conjunta

Grandes bancos dos eua avaliam emitir stablecoin conjunta

Grandes instituições financeiras dos Estados Unidos, entre elas JPMorgan Chase, Bank of America e Citigroup, estudam lançar uma stablecoin em parceria, segundo informações obtidas pelo The Wall Street Journal. Os planos envolvem empresas que esses bancos controlam em conjunto, como Early Warning Services e The Clearing House, e avançam em meio à tramitação do projeto de lei Guiding and Establishing National Innovation for US Stablecoins (GENIUS) Act, que pode ser aprovado ainda neste verão no Hemisfério Norte.

O movimento ocorre enquanto participantes do setor se preparam para um eventual marco regulatório. Em abril, o mesmo jornal revelou que companhias de criptoativos, incluindo a Circle — emissora da stablecoin USDC e operadora de exchange — buscam obter licenças bancárias nos EUA.

Contexto regulatório

A primeira administração de Donald Trump já havia publicado cartas interpretativas permitindo que bancos oferecessem serviços de criptoativos, como a custódia das reservas que lastreiam stablecoins. O GENIUS Act promete estabelecer regras claras para a emissão e a operação desses ativos digitais atrelados ao dólar.

Diferenças entre stablecoins

Para David Easthope, chefe de fintech da Crisil Coalition Greenwich, a USDC da Circle é amplamente utilizada em finanças institucionais de cripto. Já a USDT, da Tether, é preferida por empresas que buscam transacionar em dólares e evitar flutuações de moedas locais. Ambas mantêm paridade com o dólar norte-americano.

O XRP, da Ripple, também vem sendo aplicado em pagamentos internacionais há vários anos, embora a maior parte dessas transferências ainda passe por bancos correspondentes.

Custos e velocidade

Mike Johnson, líder de Soluções em Serviços Financeiros para Ativos Digitais e Tributos da EY nas Américas, afirma que transferências internacionais que hoje levam de um a três dias poderiam ser liquidadas quase instantaneamente com stablecoins. Segundo ele, as taxas cairiam dos atuais US$ 10 a US$ 50 por operação para menos de US$ 0,01.

Johnson acrescenta que os tokens estáveis podem viabilizar transferências internas imediatas entre filiais, melhorar a gestão de liquidez e reduzir custos em folhas de pagamento transfronteiriças, remuneração de prestadores de serviço e remessas.

Adesão ainda é dúvida

Apesar dos potenciais ganhos, Easthope pondera que ainda não está claro se uma stablecoin criada por bancos atrairá empresas que já utilizam outros tokens ou soluções tecnológicas convencionais integradas aos seus sistemas.

Segundo o analista, as instituições financeiras devem testar o novo produto dentro do escopo permitido pelo GENIUS Act, enquanto os clientes “votarão com suas stablecoins” ao escolher a plataforma mais vantajosa.


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Redação Finanças KDicas

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