Inteligência Artificial no RH impulsiona produtividade nas empresas
Inteligência Artificial no RH impulsiona produtividade nas empresas e redefine processos de seleção, integração e desenvolvimento, sem substituir o trabalho humano, indicam levantamentos da PwC e do Fórum Econômico Mundial.
Produtividade em alta e novas oportunidades
O estudo Hopes and Fears 2024, da PwC, mostra que 43% dos profissionais brasileiros esperam ser mais produtivos com a IA, enquanto 30% enxergam novas vagas surgindo a partir da tecnologia. Para 170 milhões de funções previstas até 2030, a automação criará espaço principalmente em atividades que combinam habilidades técnicas e emocionais, conforme projeção do World Economic Forum.
Mudança de foco: de tarefas a talentos
No departamento de Recursos Humanos, a IA já ultrapassa a simples triagem de currículos. Plataformas de people analytics mapeiam competências, personalizam treinamentos e indicam riscos de desligamento em tempo real. Durante o onboarding, algoritmos identificam o perfil de cada colaborador, oferecendo experiências de integração mais acolhedoras e direcionadas.
Desmistificando a substituição
Sylvestre Mergulhão, CEO da Impulso, reforça que a tecnologia deve ser vista como aliada. Ele cita quatro mitos recorrentes:
Mito 1 – Desemprego em massa. A automação pode eliminar 92 milhões de funções, mas criará quase o dobro disso, segundo o Fórum Econômico Mundial.
Mito 2 – Trabalho impessoal. Ferramentas inteligentes reduzem vieses e ampliam feedbacks precisos, aproximando gestores e equipes.
Mito 3 – Apenas técnicos precisam entender de IA. Marketing, vendas, finanças e saúde já demandam conhecimento prático sobre a tecnologia.
Mito 4 – Habilidades humanas ficarão obsoletas. Competências como empatia, adaptabilidade e pensamento crítico ganham ainda mais relevância.
Competências humanas valorizadas
Relatório Future of Jobs 2025 prevê que mais de 40% das core skills exigidas hoje serão transformadas. Quanto mais avançada a tecnologia, mais estratégica se torna a atuação humana nas decisões.
Para Mergulhão, organizações que equilibrarem dados e sensibilidade estarão melhor posicionadas num mercado em constante evolução.
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