A Microsoft tornou-se, nesta quinta-feira (31), a segunda empresa a ultrapassar US$ 4 trilhões em valor de mercado, impulsionada por resultados trimestrais acima das previsões dos analistas e pelo avanço das soluções de inteligência artificial em sua plataforma de nuvem Azure.
Resultados superam projeções
No quarto trimestre fiscal, a companhia registrou receita de US$ 76,4 bilhões, superando a estimativa de US$ 73,89 bilhões. O lucro operacional atingiu US$ 34,3 bilhões, alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação ajustado ficou em US$ 3,65, acima dos US$ 3,37 esperados por Wall Street.
A divisão de computação em nuvem somou US$ 29,8 bilhões no trimestre, levemente acima do consenso de mercado. No ano fiscal, a receita da Azure ultrapassou US$ 75 bilhões, crescimento anual de 34%.
Reação do mercado e papel da IA
Os números positivos levaram as ações da Microsoft a avançar quase 9% no pré-mercado da Nasdaq e, por volta das 14h (horário de Brasília), o papel subia 4,20%, cotado a US$ 534,82. Com isso, a empresa juntou-se à Nvidia como a única companhia a atingir o patamar de US$ 4 trilhões em capitalização.
Segundo o CEO Satya Nadella, “nuvem e IA são a força motriz da transformação de negócios em todos os setores”. A demanda por recursos de inteligência artificial de empresas como Meta e OpenAI sustentou o desempenho da Azure e reforçou a expectativa de crescimento nos próximos trimestres.
Desafios na parceria com a OpenAI
Apesar do avanço, a Microsoft enfrenta divergências com a OpenAI sobre a possível abertura de capital da desenvolvedora do ChatGPT. A mudança pode alterar a participação acionária da gigante de Redmond e envolver risco de até US$ 20 bilhões em investimentos.
Mesmo com o impasse, analistas avaliam que a companhia mantém espaço para expansão, apoiada pelo estágio inicial da adoção de IA corporativa e pela forte geração de caixa proveniente da nuvem.
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