A Petrobras divulgou os números operacionais do segundo trimestre de 2025 e alcançou novo pico de produção, aproximando-se da marca de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Embora os volumes tenham superado recordes anteriores, analistas projetam resultados financeiros mais fracos, influenciados pelos preços do petróleo.
Produção cresce 8% em 12 meses
Entre abril e junho, a média de produção da estatal foi de 2,9 milhões de boed, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5% frente ao primeiro trimestre deste ano. No pré-sal, a extração própria atingiu 2,39 milhões de boed, superando o recorde do quarto trimestre de 2023 (2,33 milhões). A produção total operada pela companhia chegou a 4,19 milhões de boed, 3,5% acima do melhor resultado histórico, registrado também no fim de 2023. O volume de gás natural avançou 10% na comparação anual.
Preços do Brent limitam ganhos
Apesar do desempenho operacional, o intervalo de preços do Brent no trimestre — entre US$ 60,23 e US$ 77,08 — deve restringir a geração de caixa. Projeções de bancos e casas de análise apontam:
XP: recuo de 1% no Ebitda e queda de 20% no lucro líquido ante o 2T24;
Goldman Sachs, Santander e Safra: Ebitda estimado em US$ 9,9 bilhões;
BTG Pactual: Ebitda em linha com o ano anterior, mas lucro 51% menor que o 1T25 e 0,5% abaixo do 2T24.
Próximos passos
O balanço completo será apresentado em 7 de agosto. Até lá, a atenção dos investidores permanece voltada à capacidade da companhia de converter a expansão da produção em resultados financeiros num cenário de preços internacionais mais baixos.
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